Química

A moagem do café já diz
Qual método será usado
Cada grão de pó condiz
Com como o líquido será passado
Fui moído como pó eu sei
Para poder reagir à água quente
E na fervura emocional me dei
Soltando a essência ao reagente
O caldo que sobrou de mim
Parece ter sido muito bom
Vou me bebendo assim
Enquanto escuto ao longe o som
Tal qual o café quando misturo
Com laranja e faço um bom drinque
Os sabores de ambos capturo
No copo frio sem que trinque.
E assim nas relações que estabeleço
Com cada um que vejo e falo
Mudo, sinto e reconheço
Encho minha garrafa até o gargalo
Cada ser é único e incrível
elementos da tabela sem fim
Que misturados no mundo visível
Mudam a essência invisivel assim
Tive o privilégio de conhecer
Alguém de que cuja essência única
Me transformou a forma de ser
Me dando então uma nova tônica.
Bendita seja essa danada química
Que nos envolve a todo instante
Nas relações, e trocas cósmicas
sempre traz algo radiante.
Não sou mais hoje quem fui
Ontem deixei partes para trás
A essência inicial se prostitui
Mudando a cada troca, tão fugaz
Nunca mais serei o mesmo
Depois que reagi a você
Cada molécula que vagava a esmo
Agora conhece e sabe o porquê
Como vinagre com bicarbonato
Que juntos formam o acetato
Eu e você em nosso contato
Novos somos de imediato.

Dimitri Barêa – O Frater Malone

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