Dharma

No Mahabarata vemos a luta ética de Arjuna, que não queria lutar contra sua própria linhagem, e então Krishna mostra que para além da dualidade há uma linha tênue de ordem em meio ao que compreendemos como caótico.

Compreender essa linha, um cordão, que nos guia quando adentramos as brumas do inconsciente, é o que trazem os poemas do Bhagavad Gita, e a linha que não permitimos que se quebre é o Dharma. Sair desse nevoeiro e compreender o ambiente e todo nosso propósito, o Kharma.

Como um beija flor, que em silêncio vibra em uma altíssima frequência, em busca de néctar e não passa despercebido, somos curadores de nossas dores, conectando uma flor à outra, polinizando, livres e soberanos. Somos apenas sementes que morreram (Yama) ao se plantar, na busca de frutificar, mas que ao nos conectarmos uns aos outros com nossas raízes, encontramos vida, sentido, propósito, Dharma, para além de dualidades, pois não há morte, não há separatividade, as brumas são afastadas no encontro, na conexão, num beijo à flor da vida, sem gaiolas, para livre ser.

🌼 Malone

Música: Presente de um beija-flor, Natiruts

No grupo do telegram em t.me/frater_malone tem mais reflexões sobre esse post.

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