A chave do tamanho

Não vou falar do Monteiro Lobato. Falo sobre nossa relação com os pais.

Quando somos pequenos, os pais são enormes pra nós, no tamanho, na potência, na grandeza do ser. Podem fazer coisas impensáveis para nós, alcançam o inatingível, compreendem o que é incognoscível para nós.

Essa diferença de tamanho é ao mesmo tempo assustadora e terrível, e também deslumbrante, algo parecido com o que sentimos diante do “weird”, o totalmente outro, o divino, o sagrado.

Em nossa lida diária nos deparamos com questões que nos travam. Um negócio a ser resolvido, uma prova a ser feita, uma tese de conclusão de curso, um trabalho, uma faxina. Essa trava pode ocorrer por vermos esse obstáculo como algo enorme e gigantesco, maior que nós mesmos, tal como a criança diante dos pais.

Nesse momento é importante virar a chave do tamanho, chamarmos o adulto presente em nós, para ficarmos do mesmo tamanho, em equilíbrio, e dizer para nossa criança, “vamos resolver isso juntos, vai ser legal e divertido depois”.

Há projeções diversas em nossa forma de lidar com problemas, e saber ver a realidade por trás delas, é uma forma de virar a chave.

Malone

Música: Quando você crescer, Raul Seixas.

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