Bicho de sete cabeças

Com a nossa cabeça criamos bicho de sete outras cabeças, e então a racionalidade começa a trazer uma toxicidade para o todo, em que inúmeras situações fantasiosas aterrorizam a mente, sempre negativas e as piores possíveis, mas um turbilhão de ar que chega a sufocar.

As interferências trazidas por esse estado desequilibram nossos outros aspectos: emocional, material e intuitivo. A força da face jupteriana sobre gêmeos, uma prosperidade de ideias que brotam e se multiplicam num signo de ar que tem as questões mentais como ponto de toque.

Mas há saídas para essa armadilha criada pela própria mente. Respirar mais devagar, colocar ar mas sem muita intensidade no corpo, prestar atenção ao ar entrando, e permitir que o provedor benéfico faça brotar além do mental, também emoções, intuição e materialidade em conjunto, se equilibrando.

Quando estamos cercados por 8 espadas, de mãos atadas e vendados, cegos por tantas ideias, se os pés estão soltos, dá pra ir devagar até a espada mais próxima, seguir uma ideia apenas e não todas, cortar a atadura, tirar a venda, e escolher um caminho menos turbulento.

A clareza mental é um presente a ser desembrulhado com cuidado, e já o temos. Não virá de fora. Nós mesmos criamos a situação e temos as ferramentas para sair dela.

Respira devagar quando sentir-se preso a esse arquétipo. Um pássaro até pode sentar-se em sua cabeça, mas só fará ninho se permitir.

Malone

Música: Bicho de Sete Cabeças, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho.

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