Não!

Nossa criança interior tem dificuldade em diferenciar o que é favorável ou não, o que é benéfico ou não. O adulto sabe bem o que deseja e delimita o que vai de encontro a esse desejo.

É preciso chamar o adulto ao controle de nossas atitudes e permitir que ele cuide da criança, concedendo a ela o que é cabível, e consolando quando não há possibilidade de lhe dar o que ela pede.

Saber dizer não é uma ferramenta eficiente para nos colocar em equilíbrio, em nosso centro, em balancear as relações, em favorecer o dar e o receber, em permitir que se doe com consciência e se receba com humildade.

Cada um sabe o que consegue, até onde pode ir, e se titubeia ao dizer não, é o momento de verificar onde está o adulto para que assuma o controle e cuide da criança.

Não é não, não é talvez, não é se, nem pode ser. Se sabe seus limites, exercite sua autonomia, se ame, se permita ser quem pode e consegue ser, não se force a encaixar, diga um amoroso e suave não, e se preciso, um duro e sucinto não. Nos encaixamos onde pertencemos de fato sendo quem somos, saber dizer não é parte disso.

Se seu não te retira de algum lugar, não seria amoroso consigo se colocar ali.

Malone

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